Cafés tradicionais e tortas deliciosas

Esse artigo sobre os cafés tradicionais complementa a experiência que tivemos na comemoração do 1º Aniversário do Arquiteto da Felicidade. Vale a leitura. Quem sabe em 2014 não faremos outra festa como aquela?

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Vontade de viajar

Croissant, chocolate quente, mil folhas, café, bombom. Eu normalmente não sei dar dicas de restaurantes porque sempre viajo com dinheiro contado e não costumo frequentar os lugares chiques. Mas quando se trata de lanches e doces, eu capricho! Adoro experimentar os doces locais e fico encantada quando encontro uma daquelas confeitarias tradicionais e lindas para tomar um chá da tarde bem completo.

Fiz uma pequena seleção de alguns dos mais charmosos cafés do mundo, no estilo da Confeitaria Colombo aqui do Rio de Janeiro. Vale a pena incluir essas delícias no seu roteiro de viagem!

Cafe - Majestic Cafe no Porto (foto de Faye and Steve)

Café Majestic, no Porto

Rua Santa Catarina, 112

Este tradicional café de 1921, no centro do Porto, é um bom endereço para experimentar as iguarias portuguesas. Se ficar difícil escolher, peça a “Sinfonia de doces tradicionais”, que além do famosíssimo pastel de nata (que nós, brasileiros, chamamos de Pastelzinho de Belém), também apresenta o pudim…

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Arquitetura e Grafite: os muros que falam

O filósofo Alain de Botton, no livro “A Arquitetura da Felicidade”, sugere que estejamos abertos a ideia de que o ambiente em que vivemos nos afeta e que compreendamos a incapacidade das construções de solucionar mais do que uma fração das insatisfações.

Talvez ele pudesse ter chegado a essa conclusão ao observar algumas áreas da cidade onde encontramos muros e edificação que se deixaram degradar no tempo e que despertaram um sentimento de que poderia ser transformado e modificado através de uma arte gráfica impressa em seus muros.

E uma vez impresso esse novo significado, ele se reveste de um novo valor incorporado a paisagem adquirindo até mesmo status de patrimônio cultural. O Profeta Gentileza não me deixa mentir.

Incorreria o construtor, o arquiteto e o urbanista em culpa por construir projetos sem significado? Por que um grafiteiro sente a necessidade de imprimir esses significados? Por que a construção não fala o que esses artistas sentem? Resolvi propor uma entrevista com o especialista de arte em grafite Daniel Goaboy.

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Países Felizes – Parte 6: França

A viagem do Arquiteto da Felicidade deu uma parada estratégica. Apesar de gostar bastante de escrever, precisei dar uma prioridade nos projetos de arquitetura, não é? Arquiteto precisa fazer cliente felizes.

Voltando à busca dos países felizes e desenvolvidos por saberem priorizar seus talentos, vamos à França. O país é talvez o mais lembrado e admirado no que diz respeito à riqueza de sua cultura no território. Ao explorar as fontes deste sucesso cultural perceberemos que a cultura francesa é mais do que uma mera coincidência de talentos, é uma questão de organização da sociedade e da economia.

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Talentos da Felicidade – Parte 6: Cultura e Lazer

Nos artigos anteriores já refletimos sobre cinco dimensões da felicidade: dinheiro, saúde, educação, trabalho e amigos. Antes de dar continuidade vamos fazer um breve balanço dos anteriores.

Eu já havia comentado que as três dimensões iniciais – dinheiro, saúde e educação – são aquelas que contribuem diretamente para a expansão das capacidades individuais, devido a característica de serem objetivos e recursos que empenhamos na busca de uma vida mais feliz e desenvolvida.

Essas duas últimas – trabalho e amigos – podem ser caracterizadas como dimensões voltadas para o bem-estar da vida social – que defino como a necessidade do indivíduo em ter uma boa reputação em relação ao grupo a qual pertence. Uma boa reputação é capaz de apoiar as ações e promover o aumento da auto-estima e o estreitamento de laços afetivos e/ou funcionais.

O desejo de trabalhar e ser bem-sucedido e reconhecido ou de criar laços de amizade e afeto não incrementam os recursos empenhados, pois estão ligados à reputação perante a sociedade.

Neste entendimento, a necessidade de ter um trabalho não está diretamente ligada a necessidade de ter mais dinheiro, pois a dedicação a um trabalho com significado pode ser espontânea e gratuita – como é o caso deste que vos escreve e não está um centavo mais rico escrevendo textos.

Mas se a visão do trabalho for empregada como o modo de ter mais dinheiro, o trabalho não é objetivo, é meio.

Dito isso, seguiremos adiante a falar da sexta dimensão que pode ser igualmente priorizada na busca da felicidade: a cultura e o lazer. E aí poderão entender por que fiz esse preâmbulo todo.

Parte 6 – Cultura e Lazer e Regina Casé

Esta dimensão da felicidade poderia ser chamada de “Bom Uso do Tempo Livre”. Entendo ser possível avaliar a felicidade de uma pessoa a partir da capacidade de gerenciamento e a qualidade de emprego do tempo livre com atividades que tragam sensação de alívio de estresse e bom humor.

Ainda que se deseje simplesmente não fazer nada e dormir, se esta atividade está ligada ao bem-estar pessoal, o descanso também poderá ser considerado uma atividade positiva para uma vida feliz.

De modo geral essas atividades são consideradas um alento ou recompensa de uma rotina de trabalho ou estudo extenuantes. Buscamos essas atividades num tempo livre como válvula de escape para o nosso estresse e ansiedade. Sair da rotina, viajar, ler um livro, visitar um museu, ir ao cinema, teatro são hábitos importantes para a higiene mental.

Mas neste enfoque eu estaria priorizando o trabalho, e não é este o exemplo que quero explicar.

A felicidade através dessa dimensão consiste em dar maior significado ao tempo livre. Uma vida que prioriza esta atividade evidencia a necessidade de se abrir a novas descobertas e ampliação de horizontes, na busca de uma vida dedicada as experiências culturais, de lazer e descanso.

As atividades que despertam o lado lúdico, festivo e criativo, em sendo elevadas à condição de objetivo, não são mais recompensa de uma vida de trabalho opressora, mas são desejos que nos enchem de expectativa e fazem valer a pena carregar o fardo.

A atriz e apresentadora Regina Casé pode ser considerada um talento nesta dimensão, devido ao seu espírito dedicado a descobertas e abertura a novas experiências. O texto de introdução da biografia resume e dá significado à sua escolha neste artigo:

“Poucos artistas brasileiros são tão identificados com o povo, com a periferia, como Regina Casé. E poucos nomes deixam uma trajetória tão divertida e coerente pela televisão, levando risadas, dignificando os mais carentes e abrindo espaço para que eles registrem suas vontades, anseios, gostos e reclamações”

Sua carreira no teatro, cinema e televisão poderia ter sido mais objetiva e voltada ao desenvolvimento das artes do seu mestre Sérgio Britto ou em seus programas de sucesso. Mas a partir do fim da TV Pirata, ela sentiu a necessidade de colocar na televisão as pessoas de universos diferentes, ligadas em especial à gente da periferia.

A partir de então, Regina emplacou uma série de programas que tinham esse propósito: buscar o ambiente popular e colocá-lo como protagonista. Nesta linha seguiram uma série de programas, como Programa Legal, Brasil Legal, Muvuca, Um pé de quê?, Central da Periferia e, por último o Esquenta.

Todos os programas mostraram ao público espectador a descoberta de personagens, lugares, anseios e lutas sociais, musicalidades, artes, arquiteturas, paisagens, etc., colocando na população o desejo de descobrir e se encantar com as curiosidades regionais, e nos populares, o desejo de se apresentar ao mundo com dignidade, sem ter a vergonha de ser feliz.

Um modo de vida que coloca a felicidade na busca por experiências culturais e de lazer exige entre outras coisas um amplo domínio sobre o uso do tempo, visto que, em especial para os que não são artistas, há uma predisposição inicial muito limitada, que dirá em aumentar o tempo dedicado a estas atividades.

Na maioria das vezes é preciso repensar trajetória de trabalho, com carga horária reduzida e ganhando até menos dinheiro, reduzindo a sua importância em significado para que possa voltar o olhar para as novas descobertas, em sair da rotina.

Isso não é uma utopia. Já existem pessoas que fazem essa opção de vida.

Quando as férias não são suficientes para rever a vida, algumas pessoas, em geral diretores executivos, pedem desligamento no topo da carreira para passar por um período sabático e repensar o sentido da vida na busca de novas experiências, de forma a recarregar as baterias para novos desafios futuros, ou mesmo mudança de vida.

E nem sempre os amigos e familiares entenderão de imediato esta opção – por isso fiz a recapitulação, pois sempre é preciso contrabalançar as opções verificando as demais dimensões que se associam.

E aí, qual é o tamanho do seu cansaço? Prefere se consumir numa vida com tempo para o lazer, cultura e descanso, na busca de uma felicidade na descoberta de novas experiências sócio-culturais?

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