Arquitetura e Grafite: os muros que falam

O filósofo Alain de Botton, no livro “A Arquitetura da Felicidade”, sugere que estejamos abertos a ideia de que o ambiente em que vivemos nos afeta e que compreendamos a incapacidade das construções de solucionar mais do que uma fração das insatisfações.

Talvez ele pudesse ter chegado a essa conclusão ao observar algumas áreas da cidade onde encontramos muros e edificação que se deixaram degradar no tempo e que despertaram um sentimento de que poderia ser transformado e modificado através de uma arte gráfica impressa em seus muros.

E uma vez impresso esse novo significado, ele se reveste de um novo valor incorporado a paisagem adquirindo até mesmo status de patrimônio cultural. O Profeta Gentileza não me deixa mentir.

Incorreria o construtor, o arquiteto e o urbanista em culpa por construir projetos sem significado? Por que um grafiteiro sente a necessidade de imprimir esses significados? Por que a construção não fala o que esses artistas sentem? Resolvi propor uma entrevista com o especialista de arte em grafite Daniel Goaboy.

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