15 de Dezembro – Dia do arquiteto e urbanista

Imagine montar um quebra-cabeça, altamente complexo, de milhões de peças. Imaginou?
Agora imagine que dentro deste quebra-cabeça pessoas irão habitar, ou permanecer, passar, dormir, trabalhar…e que estas pessoas têm personalidades, gostos, sentimentos! Em que carros, motos, caminhões ou bicicletas talvez deverão entrar , estacionar…Imaginou?
Agora imagine que não só você vai montar este quebra-cabeça…que outras pessoas vão ajudá-lo e que estas pessoas pensam diferente de você, mas que o resultado deve ser alcançado por todos e para o benefício de todos que ali irão estar.


Imagine também que este quebra-cabeça altamente complexo, ao contrário de um quebra-cabeça comum (que é em duas dimensões), é um que deve ser montado em três dimensões! E que algumas peças devem ficar escondidas outras expostas, fluidos passarão por ali, que tudo tem peso, tem cheiro, tem gases circulando, materiais que são perigosos, tem cores, ruídos! Que envolve cálculos. Imaginou?


Difícil, né?


Imagine ainda, que este quebra-cabeça pode ser do tamanho de uma cidade, com peças gigantescas, ou do tamanho de um banheiro, com pecinhas minúsculas onde o espaço deve ser muito bem pensado pq tudo é “apertado”.


Como se não bastasse tudo isso, ao final, este quebra-cabeça deve ser seguro, bonito, bem ventilado, deve receber a luz do sol de maneira estratégica, bem iluminado, bem climatizado, deve atender às diversas legislações vigentes (que não são nada simplórias), não deve agredir à cidade ou ao meio ambiente e ainda deve ter o melhor custo benefício na construção!


E, o mais importante, ainda atender às expectativas, aos sonhos e às necessidades de quem ali irá viver !!!!


Pois é…nada fácil né?


É o que nós arquitetos fazemos todos os dias!!!! Não somos apenas “desenhistas de plantas” (até porque, uma planta é uma parte pequena da representação gráfica de um projeto)…não somos apenas decoradores (decoração é uma das áreas em que podemos atuar, mas nossa formação é muito mais completa e diversificada). Nem, tão pouco, temos a “vida fácil” das personagens “arquitetos das novelas de Manoel Carlos”!


Portanto, valorize o trabalho de seu amigo, seu familiar ou de seu colega de trabalho que é arquiteto! Valorize o trabalho do seu arquiteto! Não contrate um curioso qualquer para construir ou projetar seus sonhos, como o da casa própria por exemplo…ou do comércio, empresa ou escritório… que você levou um tempão para conquistar!!!!
CONTRATE UM ARQUITETO!!!!!!

PARABÉNS AOS COLEGAS DE PROFISSÃO! A VOCÊS TODO O NOSSO CARINHO E O NOSSO RESPEITO!

Felicidades 😉

Para quê legalizar um imóvel ou uma obra?

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Fonte: noticias.bol.uol.com.br

Legalizar um imóvel é algo que nem todas as pessoas percebem a real necessidade de fazê-lo até o momento que se depara com uma das seguintes situações:

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Metrópole inteligente na Ásia custará menos que Copa do Mundo de 2014

Nesta seção, separei este exemplo de cidade sustentável que é mais viável que estes eventos que o Brasil está realizando por aí. Vale a leitura.

Leia também

Energia Inteligente

thCA8CT70VA primeira “metrópole inteligente” do sudeste asiático, Iskandar Malásia, está sendo construída com fundações firmes em princípios de integração social, baixas emissões de carbono, economia verde, tecnologias verdes, sustentabilidade e todos os demais conceitos relacionados com uma nova economia mundial. A ideia, assim, é que haja esse investimento em cidades que sejam concebidas em novos formatos.

Isso se dá a partir da estimativa das Nações Unidas de que a população humana passará dos atuais 7 bilhões para 9 bilhões até 2050  e mais de 6 bilhões vão viver em ambientes urbanos, um número que é quase o dobro de hoje. Segundo cálculos de especialistas, esse aumento exigirá a construção de uma cidade de 1 milhão de habitantes a cada semana até 2050.

Além disso, o intenso crescimento urbano causará um estresse ambiental imenso – mais de 70% das emissões de CO2 hoje se relacionam com as necessidades das cidades.

É por…

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Urbanização Alternativa: Projeto para a Vila Residencial da UFRJ

“De imediato separam-se a rua, espaço conotado pela externalidade, e o quintal que, não sendo a casa, é, no entanto, da casa, que apesar de externo não é rua (…) A casa, porém, olha igualmente para a rua e para o quintal”
(Carlos Nelson dos Santos, Quando a Rua Vira Casa, p.49)

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Este trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ em 2005, na disciplina eletiva de projeto de Urbanização Alternativa, onde eram desenvolvidos estudos e projetos de habitação e urbanização em áreas de assentamentos precários de baixa renda.

O trabalho na disciplina consistia em pesquisa de campo e elaboração de um diagnóstico das condições urbanas e sociais da comunidade, localizada num terreno dentro da Cidade Universitária da UFRJ, na Ilha do Fundão e existente há mais de 30 anos.

O projeto em destaque foi atividade de final de período em 2005 e foi feito em dupla, em parceria com Élise Le Duc, estudante de intercâmbio que veio da França (hoje arquiteta)

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