Conheça os benefícios da Espiritualidade Corporativa

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Fonte: dtcom.com

“Será que não está na hora de, além dos índices de produtividade, de lucratividade, de rentabilidade, de crescimento, de participação no mercado, criar também um índice de felicidade e de espiritualidade dentro das empresas?” (FAVA e GILZ, 2008)

Esta inquietação da citação acima reflete a necessidade contemporânea de que os ambientes empresariais passem a considerar outros aspectos não-tangíveis como vantagem competitiva na prestação de serviços, e na construção de um local com significado para colaboradores, clientes e líderes das organizações

Uma das capacidades que empresas tem buscado desenvolver é a Espiritualidade Corporativa, que pode ser definida como a “capacidade de uma empresa dar espaço e importância à visão holística na perspectiva do negócio, para que seus empregados e gestores expandam continuamente sua visão de mundo, buscando um sentido maior para a empresa e para suas vidas, para que se construa um ambiente mais compassivo, dentro e fora dos muros corporativos.” (SIDEMBERG, 2010)

Desenvolvimento tecnológico e econômico, mas não humano.

Campo de girassóis representa a Espiritualidade Corporativa. "Essa flor sempre está voltada para o alto, na direção do sol, independente das nuvens. É um grande exemplo de espiritualidade, pois devemos estar sempre olhando para o alto, mesmo em dias nublados", explica Aparecida
A imagem de um campo de girassóis representa a Espiritualidade Corporativa. “Essa flor sempre está voltada para o alto, na direção do sol, independente das nuvens. É um grande exemplo de espiritualidade, pois devemos estar sempre olhando para o alto, mesmo em dias nublados”, explica Aparecida

Aparecida Ramos, consultora de comunicação e marketing e administradora da fanpage Espiritualidade Corporativa no Facebook, diz que os precedentes deste movimento nas empresas são uma consequência da busca de resultados e produtividade que desconsiderou o desenvolvimento humano.

“Apesar de todo o desenvolvimento tecnológico e econômico, verifica-se que o lado social não acompanhou tal crescimento. Em muitas situações a pessoa é vista como ‘caricatura’, desprovida da sua essência de viver o equilíbrio , a harmonia e o amor”, afirma Aparecida.

A consultora alerta ainda que o sentimento de angústia e de falta de sentido para a vida presente em muitas pessoas afeta diretamente o desenvolvimento das equipes e organizações.

“Por consequência, a produtividade e a qualidade do serviço são prejudicadas, pois se as pessoas fazem as coisas e se elas não estão bem, obviamente isso se refletirá em sua capacidade produtiva e na qualidade da sua produção”.

A procura de uma espiritualidade neste contexto significa assumir uma postura intrínseca ao ser humano, que busca desenvolver sensações positivas no seu ambiente profissional a começar nele mesmo e promover uma cultura estruturada em valores como ética, compaixão, altruísmo, solidariedade, entusiasmo etc.

“Pessoas tem corpo, alma e espírito. Logo, se uma empresa é pessoa jurídica, ela também possui corpo alma e espírito”, conclui Aparecida.

Os desafios de sua implementação

fonte: www.ricardoego.com
fonte: ricardoego.com

Algumas empresas já começam a introduzir este conceito nas organizações, como o caso da empresa siderúrgica ArcelorMittal em Tubarão, no Espírito Santo, de acordo com o artigo de MELO e LUPKI (referência abaixo)

Os autores informam que a Espiritualidade Corporativa aplicada na comuncação da empresa atingiu como resultado uma melhora no clima organizacional, no sentido de “que muitas pessoas consideram a esfera espiritual; muitos gerentes participam espontaneamente das práticas sociais porque enxergam a empresa inserida em um tecido; os diretores mantêm uma visão expandida do negócio e o contextualizam em uma totalidade”.

Entretanto, como tudo na vida, o modelo de mudança de cultura é trabalhoso, exige ruptura de paradigmas e desapego aos modelos tradicionais de gestão, os quais ainda necessitamos para a organização empresarial.

Talvez precisemos de mais de uma geração para essa mudança de patamar e a construção de um capital espiritual em empresas tradicionais. Mas é uma porta aberta para empreendedores e empresas start-ups, que podem abraçar o capital espiritual e desenvolvê-lo sem grandes traumas para a organização.

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