Desculpe o transtorno. Estamos construindo felicidade.

Promover a felicidade é um dos sete princípios do Arquiteto da Felicidade. Este princípio foi colocado em prática em ocasiões anteriores, como a apresentação feita no debate da Conferência Rio+20 no Complexo do Alemão, no aniversário do blog na Confeitaria Colombo, e na celebração do Dia Internacional da Felicidade na Sorveteria e Pizzaria Beijo&Beijo.

O exercício cotidiano deste princípio foi colocado mais uma vez em prática durante a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Além da experiência de dormir na rua como um sem-teto, uma ação de promoção do conceito foi colocada em prática com muito sucesso: o protesto do bem.

De onde veio essa ideia?

Protestos no Brasil - Fonte: UOL

A ação tomou como inspiração os cartazes utilizados pelas pessoas nos início das manifestações brasileiras no mês de junho de 2013. Na medida em que os protestos pela redução das tarifas de ônibus nas capitais brasileiras se tornaram rotina no cotidiano das cidades, o escopo das reinvindicações foi ampliado e formou-se a ideia que o movimento popular estava construindo “um novo Brasil”.

Os populares se apropriaram de uma frase muito utilizada nos tapumes de obras públicas em áreas de interdição ou estreitamento de vias de trânsito e cunharam a frase: “Desculpe o transtorno. Estamos construindo um novo Brasil”.  Acredito que as placas das obras públicas decorrente da Copa das Confederações, um dos alvos das manifestações, tenham sido a fonte inspiradora.

Seja como for, esta frase virou uma espécie de bordão que foi replicado em várias manifestações pelo Brasil, inclusive por brasileiros no exterior que faziam suas manifestações em apoio ao Brasil.

Os protestos tem gerado vários transtornos para as cidades, mas o espírito coletivo de que o transtorno provocado era uma necessidade para se construir algo maior fazia com que a sociedade suportasse com mais paciência esta construção de um lugar melhor para viver.

Este ambiente foi a fonte de inspiração para a adaptação e a ação dos Protestos do Bem durante a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Decidi transportar esta mensagem para a grande reunião de jovens na cidade em torno da fé, fonte de felicidade de toda aquela gente reunida.

A experiência na prática

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Clique para ampliar

No primeiro dia dos Protestos do Bem, levei um cartaz com a mensagem: “Desculpe o Transtorno. Estamos construindo o Reino dos Céus. #vemprajmj” e com tradução para o inglês, para que os estrangeiros pudessem entender.

Só havia eu carregando e um grupo de amigos que me acompanhavam. Na medida que caminhava, o impacto foi imediato. Várias pessoas liam, gostavam e pediam para tirar foto do cartaz. Naturalmente o grupo andava e eu acabava ficando pra trás pois as pessoas interagiam com a mensagem, davam apoio e fotografavam.

Meus amigos viram que a ação estava fazendo sucesso e também se revezavam ao carregar o cartaz. Se a postura inicial parecia que éramos os manifestantes de outrora, o efeito no ambiente era dar a seguinte mensagem: somos todos peregrinos e estamos manifestando a mesma fé.

No dia seguinte produzimos mais quatro  cartazes: um em português, um em inglês e um em espanhol, coloquei o nome da paróquia e o endereço da fanpage do Facebook. Esta medida deu mais corpo visual de que era um grupo que fazia um protesto diferente.

Resultados

Esta ação chamou atenção de um jornalista da Folha de São Paulo que estava fazendo uma matéria sobre o debate entre católicos e manifestantes seculares sobre o uso de dinheiro público no evento.

Ao nos encontrar, primeiramente ele nos perguntou se sabíamos que havia um protesto contra a JMJ. E de fato não sabíamos, pois a ação era do dia anterior. Daí nos perguntou qual o motivo de estarmos fazendo aquela ação e se eramos contra as manifestações.

Respondi que de forma alguma estávamos contra. Nós também queríamos um Brasil melhor, mas nossa vontade de construir era um bem maior e de aproximar o discurso das ruas com a mensagem de esperança trazida pelo Papa Francisco.

Esta ação gerou uma matéria no jornal no dia seguinte (clique para ver a reportagem na íntegra).

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“Um outro grupo, formado por quatro pessoas, fazem um contraponto ao protesto. Eles seguram cartazes em português, inglês e espanhol que dizem: “Desculpe o transtorno, estamos construindo o reino dos céus. Vem para a JMJ!”.
Quem organizou a manifestação católica foi o arquiteto Robert Jefferson, 30, da paróquia São Cosme e São Damião no Andaraí. Com o nome declaradamente inspirado no político condenado no processo do mensalão, ele afirma que a intenção é dar uma versão com fé aos protestos.
“É um cartaz padrão dos protestos. O próprio papa diz que a igreja não pode ser descolada das ruas”, disse ele. O grupo disse que não sabia da manifestação marcada próxima à estação do metrô.” (Folha de São Paulo, 26/07/2013)

O sucesso continuou nos outros dias. Peregrinos brasileiros e estrangeiros nos paravam/ para fotografar, jornalistas do jornal Extra e da TV Globo que cobriam a peregrinação do Centro à Copacabana também nos paravam. A ação foi nota do Jornal Extra de 28/07/2013,

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A edição do Jornal Nacional não levou ao ar meu depoimento. Mas não tem problema. Importante é que estavámos passando a mensagem para a maior audiência da história do Brasil, com mais de 3,7 milhões de pessoas.

Já não sou só um arquiteto da felicidade

A grande mudança conceitual se deu quando a fotografia foi postada pela fan-page da Pastoral da Juventude do Rio de Janeiro, elogiando a mensagem que estávamos passando. Numa das fotos que haviam quatro pessoas carregando a mensagem, foi cunhada intuitivamente a seguinte legenda: arquitetos da felicidade.

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Percebi que não estava mais sozinho. Somos muitos! Somos plural!

A experiência nos Protestos do Bem fez com que os amigos que me acompanhavam também acreditassem e desejassem ser arquitetos da felicidade, de serem protagonistas e construtores de um mundo mais feliz.

Seja neste mundo ou no Reino dos Céus, fato é que estamos em obra e buscando a felicidade. Daí recorre mais uma missão: formar mais arquitetos construtores da felicidade.

Desculpe o transtorno, mas a obra vai aumentar. Venha ser um arquiteto da felicidade e sigam-nos os bons.

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