Países Felizes – Parte 7: Dinamarca

Vamos voltar a viajar pelos países da Felicidade? Nossa próxima parada é o Reino da Dinamarca. Este é o primeiro dos três países que representarão a felicidade a partir da prioridade pela sociedade.

A Dinamarca não representa somente um ideal para uma boa parte do mundo ocidental capitalista. Mais do que isso. Estaremos falando do país mais feliz do mundo.

Uma sociedade mais feliz e desenvolvida

O país é uma unidade territorial de pessoas que compartilham uma ideia coletiva de nação e etnia, que organiza a sociedade, a economia e o ambiente. O país é imagem e semelhança de seu povo.

Sendo assim, é condição essencial de desenvolvimento de um país a priorização de seu povo na condução das políticas internas e externas. E a missão de atender e priorizar seu povo é tornar seu governo e suas políticas representativo de todas as classe sociais, atividades econômicas e com respeito às minorias.

Essa utopia que somos doutrinados à acreditar e perseguir como ideal nacional ainda está longe de acontecer na maior parte do mundo.

Falta respeito às liberdades individuais e coletivas, seja de expressão e pensamento, seja simplesmente em seguir um caminho por crença religiosas e filosóficas por vezes rígidas, mas que dão sentido a vida de um determinado grupo. Somos por vezes muito intolerantes à liberdade ou à opressão em determinados territórios os quais justificamos guerras e intervenções externas.

Por este motivo optei por este desdobramento nesta viagem em três etapas. O objetivo é comparar os parâmetros que levaram a essas escolhas de exemplos. Vamos lá.

Sociedade da Dinamarca

Localizado no norte da Europa, a Dinamarca tem sido reconhecida em diversas pesquisas como o país mais feliz do mundo. Em abril deste ano foi publicado pela ONU o Relatório da Felicidade Mundial (World Happiness Report), que é o estudo mais recente sobre o estudo de critérios de medição do desenvolvimento mundial.

Este relatório é o primeiro estudo oficial da ONU que utilizou a metodologia do FIB (Felicidade Interna Bruta) para a medição do desenvolvimento de países.

A felicidade foi medida a partir de nove indicadores: bom padrão de vida econômica, boa governança, educação de qualidade, saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico. Cada critério se ramifica e, no final, 73 variáveis mostram o grau de felicidade do país, que varia em uma escala de zero a 1.

Outras pesquisas, como a da OCDE de 2010da Universidade de Leicester de 2006 ja haviam apontado a Dinamarca no topo da felicidade mundial. Tudo isso a despeito do ranking econômico, medido através do PIB, no qual o país aparece na modesta 31ª posição mundial em 2011.

E por que a sociedade dinamarquesa conquistou esse título mundial? A felicidade é um medidor instantâneo de outras séries de conquistas.

Segundo o Wikipedia, além da felicidade, a Dinamarca é o país com a melhor distribuição de renda do mundo, melhor clima para negócios no mundo, o segundo país mais pacífico do mundo (perde para a Nova Zelândia) e em 2008 foi considerado o menos corrupto do mundo.

É sem dúvida um dos melhores exemplos do Estado de Bem-Estar Social no mundo, com emprego pleno, educação universal e justiça social.

Mas já que a felicidade decidiu morar lá, será que nós devemos fazer as malas e fugir para lá?

A felicidade da Dinamarca é para os dinamarqueses

Segundo o site Foreigners in Denmark, há controvérsias. O cônsul Rodrigo Serris Sampaio discorda da classificação de felicidade, pois segundo ele o inverno na Dinamarca é muito rigoroso e interfere fortemente na sensação de felicidade e que não se deveria confundir os conceitos de boas condições e apoio governamental.

Segundo o mesmo site, com o aumento da imigração para a Europa como um todo, existe entre os dinamarqueses preconceito com imigrantes muçulmanos e refugiados.

Ainda que a felicidade seja um sentimento que avalia de forma subjetiva um padrão de vida, há de se considerar que um meio econômico, social e ambiental equilibrado, pelo qual as políticas tem ingerência direta, são uma condição necessária que afeta indiretamente com a sensação de felicidade da população, em especial àquela que sofre com os efeitos da desigualdade provocada como efeito do desenvolvimento econômico.

Acolher a felicidade na sua vida é uma questão pessoal. Mas a felicidade precisa encontrar um lugar pra morar. Se nos esforçarmos para preparar um lugar bom, já é meio caminho andado para que a felicidade more com a gente.

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E você? Concorda com esses indicadores de felicidade? Podemos pegar que tipo de exemplo na dinamarca para melhorar a felicidade do nosso país? Deixe sua opinião no Facebook, Twitter ou aqui no meu blog.

Próxima parada: Cuba! Viva la revolución!

Até lá

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