Países Felizes – Parte 4: Estados Unidos

Nesta viagem pelos Países Felizes do Arquiteto da Felicidade, depois de uma temporada na Europa, vamos para a América. Nossa quarta parada é nos Estados Unidos da América.

Quem valoriza o trabalho como o critério mais importante da Felicidade pode gostar de viver no país mundialmente conhecido com a terra das oportunidades.

O progresso de um país movido por um sonho

Revisitando o artigo sobre o trabalho e o Bernardinho, naquela ocasião eu coloquei uma condição para que se alcance o sucesso profissional baseado no espírito de equipe, em que os talentos individuais devem trabalhar para o sucesso coletivo.

E se esse coletivo fosse um país inteiro? Uma outra condição para o sucesso no trabalho é o lugar onde vivem.

Pode-se dizer que um território do sucesso profissional é um lugar dotado de recursos naturais e humanos, com uma política que garanta acesso e liberdade à população e estimule o empreendedorismo e a criatividade.

Um país com estas condições estimula sua população a acreditar que qualquer pessoa dotada de liberdade e vontade de trabalhar poderá encontrar nesta terra condições de crescer e atingir o sucesso por seu próprio mérito ou esforço.

Poucos lugares no mundo são dotados desta característica, por isso em geral atraem muitos migrantes movidos pelo sonho na busca do lugar onde os sonhos se realizam.

Vamos embarcar neste sonho americano.

Get ready. Here we go!

Trabalho e Estados Unidos

Os Estados Unidos da América são um país que dispensa maiores apresentações, dado a tudo que ele representa em todo o planeta: a maior potência econômica, militar, científica, tecnológica, cultural… e tudo o mais que você quiser elencar como um predicado.

Ao longo da formação histórica norte-americana, o país teve uma colonização sem igual em toda o continente, o chamado Novo Mundo.

De acordo com o Infopedia, os poderosos viam nesta colônia a possibilidade de efetuarem conquistas e constituírem ou alargarem impérios.

Os desafortunados e perseguidos, que pretendiam paz, liberdade e tolerância religiosa, viam nas Américas a possibilidade de escaparem à ordem social do Velho Continente, que os rejeitava e humilhava.

Para todos, a América representava a esperança de um engrandecimento. Esta utopia é refletida desde a Declaração de Independência em 1776, que afirma a igualdade dos homens e certos direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade.

Foi esta ideia de oportunidade, que tanto prometia satisfazer a ânsia de riqueza como o desejo de liberdade, que motivou milhões de pessoas da Inglaterra, da Irlanda, da Itália, da Rússia, da Alemanha, da China, e dos países subdesenvolvidos a emigrar  para os Estados Unidos durante mais de dois séculos.

Há de se observar também que o crescimento do país independente no início do século XIX aconteceu ao lado das guerras napoleônicas que destruíam a Europa, o que impulsionou a crença na nova “Terra Prometida”, onde havia garantia de liberdade e oportunidade de criar um novo mundo ideal.

A persistência desta vocação dos Estados Unidos são a justificativa de todas as medidas políticas durante toda a sua história com o objetivo de manter o sonho americano.

Custe o que custasse.

A terra da liberdade, do amor e do ódio.

Fato é que os Estados Unidos despertam diversos sentimentos dependendo do olhar que é lançado sobre aquela nação.

Para os entusiastas, a nação norte-americana é uma grande potência econômica capaz de acolher imigrantes e oferecer trabalho e renda a partir do esforço individual recompensado.

Mesmo em período de crise econômica mundial, diversos sites oferecem variadas oportunidades de trabalho temporário, programas de intercâmbio, programas au pair (morar e cuidar de crianças numa família americana e financiar os estudos), centros de excelência de pesquisa e tecnologia, etc.

Ainda que a maioria das vagas oferecidas não garantam uma pujante riqueza, o simples fato de receber em dólares faz com que imigrantes se interessem por uma remuneração maior que no seu país de origem.

Para os céticos, a crença no sonho americano implica numa postura do país diante do mundo bastante antipática e arrogante aos olhos dos outros países que não crêem nessa promessa de eldorado.

Segundo Leonardo Boffa ideologia americana sustenta que os EUA seriam o novo povo escolhido por Deus para levar ao mundo os direitos humanos, a liberdade e a democracia, o que fez com que os EUA se atribuíssem o direito de levar ao mundo inteiro, pela política ou pelas armas, o seu estilo de vida e a sua visão do mundo.

Esta postura orientou a sua política internacional e o forte investimento no desenvolvimento tecnológico militar, desde a famosa Doutrina Monroe: “A América para os (norte-)americanos”, de 1823, até as recentes invasões no Iraque e no Afeganistão.

A ação política e o poder de uma potência hegemônica militar e econômica ajudam a perpetuar ambos os mitos, fortalecendo o sonho americano e o ódio imperialista (como complemento, recomendo a leitura deste artigo)

Sonho ou pesadelo, é hora de acordar

Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e a crise econômica de 2008 são apontadas como as mais recentes ameaças do sonho americano e mexeram com a auto-estima do país.

A guerra contra o terror mostrou-se totalmente ineficiente sob o ponto de vista do orgulho patriótico da maior potência militar, posto que consumiu muitos recursos financeiros no financiamento da guerra e dois mandatos de George W. Bush não foram suficientes para por fim ao terrorismo. Foram quase 10 anos para matar Osama Bin Laden e já no mandato de Obama!

A crise financeira norte-americana e seu desfecho fez com que a potência econômica ficasse estagnada. Em protegendo alguns setores financeiros com a compra dos títulos podres, deixou a economia congelada, sem oxigênio no seu mercado de consumo. As massas de cidadãos consumidores, que fazem uma economia se movimentar, ficaram endividados, desempregados e sem teto.

Esta situação de descrença geral com o sonho americano é o que motivou o movimento Occupy Wall Street e que vem dominando o debate da corrida presidencial de 2012. Hoje os norte-americanos já observam a China como uma nova terra das oportunidades e parecem já não ter o discurso impetuoso de outrora.

Será o fim do sonho?

Na minha opinião, não. Sonhar com um país com direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade é um sonho legítimo e deveria ser sonhado por todos.

O que a sociedade americana deverá se questionar daqui pra frente é reconhecer qual é a felicidade que eles pretendem buscar. Se eles se desapegassem da “predestinação messiânica” de paladino da justiça, e buscassem rumos para que seus cidadãos reconheçam as limitações da terra do Tio Sam, o pessimismo do Occupy Wall Street poderá daria lugar a novos sonhos de dias melhores.

Sonhos americanos, mais razoáveis, mais concretos, mais humanos e mais felizes.

_________

E você, acredita no sonho americano? É possível repetir o sucesso de promover a felicidade numa terra de oportunidades? Dêem sua opinião sobre este modelo de nação.

Nossa próxima escala será….. no Brasil!!! Vamos voltar pra casa!

 “Nossos bosques tem mais vida, nossa vida mais amores”

O Brasil tem a fama de país pacífico, hospitaleiro, cordial, que tem o povo mais feliz do mundo. Será?

Sigam-me os bons!

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