A Felicidade numa visão de desenvolvimento

Quem pôde ler os artigos anteriores pode pensar que eu deveria me intitular como Arquiteto da Mobilidade. Onde estaria, portanto, a felicidade nessa trajetória?

Foi então que durante a aula da Profª Claudia Pfeiffer no curso de pós-graduação no final de 2009, no meio de uma discussão sobre modelos de gestão das cidades, nasceu a idéia. Durante a aula estava sendo feita uma crítica aos planos estratégicos para atrair eventos globais, como os Jogos Olímpicos, que não necessariamente resultariam em benefícios reais à economia e à sociedade. Ainda assim estes eventos esportivos teriam a capacidade de promover a felicidade, despertando sentimentos patriotas, nacionalistas, toda uma alegria e expectativa que estes eventos festivos proporcionam aos habitantes

Naquela ocasião, fiz uma provocação na aula e disse: “Ora, então vamos promover um ‘desenvolvimento festivo’ e criar um modelo para que as pessoas sejam felizes!”.

A partir desta aula eu comecei a me questionar porque eu não poderia projetar cidades e espaços felizes, se fazia sentido manter estrutura da cidade voltada ao trabalho, deslocamento e descanso e atribuindo aos equipamentos públicos a função de promover o “bom-humor”, se as pessoas deveriam gozar, de fato, de uma condição social mais plena voltada para a felicidade? Afinal, jogos como o CityVille no Facebook já indicavam a necessidade de se atingir felicidade dos cidadãos.

Com a grande ajuda da minha noiva Danielle, conheci o livro “A Arquitetura da Felicidade” de Alain de Botton, que ganhei de aniversário de namoro. A partir de Botton, tive a confirmação do raciocínio inicial e parti para uma pesquisa sobre a felicidade e o desenvolvimento, o que me levou a uma dicussão bem mais ampla que a arquitetura.

Alain de Botton é filósofo, não é arquiteto. Eu sou arquiteto e tive que visitar a filosofia de Botton, então me fiz de Arquiteto da Felicidade e tive que passar por discussões na economia, filosofia, direito, engenharia, religião, pedagogia, psicologia e uma série de ciências que contavam parte daquilo que buscava.

Por fim, em 2011 consegui finalizar a monografia “Desenvolvimento Urbano e Felicidade: um modelo para a Engenharia Urbana”. Mas este não é o único produto que essa corrente de pensamento me proporcionou. Assim como a felicidade é um sentimento que se multiplica quando é compartilhado, outros produtos idéias e práticas surgiram com esse raciocínio.

Acompanhem os próximos artigos onde detalharei cada trabalho e você poderá acompanhar e tentar entender por que falo tanto sobre felicidade.

Sigam-me os bons!

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